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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

maquetes de fachadas






Por trata-se de um programa "free", muitos recursos, como texturas, revestimentos, cores e iluminação não estavam disponíveis. Contudo, estas maquetes foram importantes para a visualização e percepção dos clientes quanto a volumetria e definição de materiais, cores e tons, não sendo possíveis nos programas de elaboração de projetos tipo "CAD".

Clique nas imagens para amplia-las.

Mas em breve...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Novas demandas

Se o projeto demora para sair do forno, quando sai, é preciso correr contra o tempo. E como há muitas expansões feitas por pressão imediata da demanda, os prazos das obras estão sendo cada vez mais comprimidos. "Às vezes, se paga muito mais caro para cumprir ou reduzir o prazo", comenta Hermann. Isso porque se trata de indústrias, cujos resultados valem milhões por dia.

Iniciativas como essas são muito comuns no segmento e impactam a tomada de decisão sobre os projetos. Segundo Giani Pfister, da Racional, se, por um lado, esse aquecimento do mercado está forçando a melhoria do planejamento da obra, por outro, tem provocado mudanças drásticas no processo executivo. "Tive um cliente que havia projetado um edifício vertical em concreto e, frente a uma questão logística e de falta de carpinteiro, transformou a edificação em metálica. Tivemos uma redução de 60 dias, e isso representa muito dinheiro para uma indústria", diz.

O 5. Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil, realizado anualmente pelo PMI (Project Management Institute), mostrou que o não-cumprimento de prazos (66%), falhas de comunicação (64%) e mudanças constantes de escopo (62%) lideraram a lista das principais deficiências apontadas pelas 184 empresas (entre elas, Petrobras, Nestlé, Vale, Votorantim, Lojas Renner, Natura, Gerdau, IBM, HP e BNDES) que participaram da sondagem.

São constatações como essas que, segundo Giani, estão mudando o perfil da construção (ainda vista como um serviço de execução de empreitada) nesses empreendimentos. "Antes, a gente precificava e construía, agora, a construtora passa a ser não apenas uma executora, mas também aquela que analisa a viabilidade do projeto e o adapta segundo as circunstâncias", acredita.

Leonardo D'Enfeldt, da Patri, também acredita nessa tendência. Segundo ele, a contratação por empreitada oferece mais riscos tanto para a construtora quanto para o cliente, pois não agrega soluções de engenharia construtiva ao projeto, executado, muitas vezes, a partir de informações imprecisas. "Os clientes têm a tendência de passar o projeto para a empresa de equipamento - que não tem core-business para isso e, assim, deixam de fazer um projeto completo e integrado com quem é especializado nisso", diz. Do lado da construtora, esse modelo também traz dificuldades. "O cliente compara meu orçamento com o da fornecedora de materiais, ignorando que existe toda uma gestão na construção, que é o que torna a obra dele mais barata. A construtora ainda faz concorrência com a fornecedora dela", comenta.

Construção civil deve puxar crescimento do país

Apesar de sentir efeitos das medidas de contenção do consumo adotadas pelo governo federal no primeiro semestre, a construção civil brasileira deve seguir à frente do PIB em 2011 e 2012. Mais: são as indústrias do tijolo, do cimento e do aço que têm evitado uma queda mais dramática do PIB brasileiro.

Após dois anos com crescimentos espetaculares (8,3%, em 2009, e 15,2%, em 2010), o setor da construção civil deve fechar o ano de 2011 com uma expansão de 4,8%. Em dezembro de 2010, o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo) estimou em 6% o desempenho do ano.

Menor do que os anos anteriores, mas ainda à frente do PIB, que deve fechar o ano em 3%, aponta a indústria da construção civil.

"O importante é que essa indústria mantém-se num ritmo mais forte do que o PIB. Isso deve continuar nos próximos três ou quatro trimestres", diz Eduardo Zaidan, vice-presidente do Departamento de Economia do sindicato.

A previsão do setor, apresentada em São Paulo nesta terça-feira, aponta que a indústria da construção civil vai crescer 5,2% em 2012, enquanto o PIB do país avançará 3,5%.

MOTIVOS

O governo deve acelerar a segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida. Boa parte das unidades da primeira fase ainda não foram entregues. Mais de 60% do total de 1 milhão de unidades estão em fase de construção, portanto, com demanda de material. Da segunda fase, apenas 118 mil das 317,3 mil unidades contratadas foram entregues.

O crédito habitacional, que atingiu patamar de R$ 117 bilhões (30% além do volume de 2010), deve continuar expandindo no ano que vem. A previsão da coordenadora de projetos da FGV, Ana Maria Castelo, é de um crescimento nominal (não deflacionado) também de 30%, alcançando cifra da ordem de R$ 152,1 bilhões (entre recursos do FGTS e do Sistema Brasileira de Poupança e Empréstimo).

O financiamento dos projetos de infraestrutura seguem no mesmo ritmo de 2010. Até setembro, o BNDES --principal financiador desse setor-- havia desembolsado R$ 38 bilhões, R$ 1,5 bilhão além das liberações feitas em igual período de 2010.

Vale ressaltar que os desembolsos globais do banco caíram de R$ 128 bilhões para R$ 91,6 bilhões no período. Isso demonstra que a construção civil está com mais apetite do que outros setores da economia, como a indústria.

A taxa de investimento sobre o PIB está por volta de 20%, dois pontos percentuais a mais do que o patamar de dois anos atrás. A avaliação da indústria da construção é de que esse indicador mostra que o crescimento brasileiro não reflete só o consumo das famílias, mas também investimento.

As obras de mobilidade urbana e de arenas para os eventos esportivos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos devem ganhar velocidade em 2012, o que também vai ocupar a indústria da construção civil. Além disso, os lançamentos não tendem a cair demais.

Zaidan, do Departamento de Economia do SindusCon-SP, arrisca dizer que em 2012 os lançamentos apenas na capital paulista não serão inferiores a 20 mil unidades.

Neste ano, dados do setor mostram que a cidade de São Paulo teve uma oferta de 26,3 mil novas unidades até outubro, embora o ritmo de venda seja bem menor: 19,8 mil. Inferior inclusive ao dado de 2010, quando até setembro (último dado disponível) as vendas de novas unidades atingiu 24,6 mil unidades.